quarta-feira, 15 de maio de 2013

Os 40 e eu


É certo que ainda não cheguei nos 40, faltam 4 anos, mas já começo a sentir o seu peso… sair dos 30 e entrar nos 40 não é a mesma coisa que sair dos 20 e entrar nos 30, naquela altura eu nem senti a transição, até tinha pressa em ser “adulta”, sentia ansiedade pelo o que o futuro me tinha reservado.

Agora sei que não reservou nada de jeito, apesar de não ter grandes motivos para reclamar, mas naquela altura eu achei que a vida me reservaria uma carreira promissora e filhos, pelo menos um. Nada disso aconteceu, por culpa minha é claro, não chega só “esperar”, temos que fazer acontecer.

Com o avançar da idade é que vamos adquirindo experiências na vida, e é com base na minha experiência e no conhecimento que tenho de mim mesma que esta nova fase me tem incomodado: não há nada a esperar, a não ser doenças, rugas e dificuldades financeiras.

Por isso, ser quarentona está a me deixar triste. Não pelo medo da velhice com sentido na vaidade, como muita gente tem, mas é pela falta de perspectivas (vida profissional) e de continuidade (me refiro a filhos).

Isto foi só um a parte, porque tenho sentido muitas dores em um dente, que possivelmente terá que ser arrancado (já começam a dar problemas); olhei-me no espelho e vi uma mancha no rosto, daquelas que vêem com a idade e meu metabolismo está lentíssimo, estou a perder 1kg de dois em dois meses… o que virá mais por aí?

8 comentários:

  1. Querida,
    Não desanimes já pois a vida dá voltas que a gente nem sonha. Tens de confiar que as mudanças positivas acontecem e cultivar essa fé no positivismo.
    A minha vida já desabou várias vezes e por vezes também duvidei se chegaria a alcançar o que tinha desejado para mim. Depois pesei as desvantagens do que poderia acontecer caso isso se viesse a concretizar (exemplo: "então e se nunca tiver filhos?", "e se nunca mais encontrar um parceiro para a caminhada?"... O que é o pior que pode acontecer? Pois nada é assim tão mau. E quando relativizamos isso as coisas é quando por vezes as coisas começam a acontecer.
    Tive o meu primeiro filho quase aos 30 num processo moroso e stressante de uma inseminação articial. Fiquei viúva com 32 anos e um filho de 2 anos. Cinco anos depois pude refazer a minha vida e no mês em que fiz 40 tive também uma menina. Tenho 43 anos e posso dizer que estou longe de ter a vida que "idealizei na minha cabeça" quando era menina (casar aos 18, ter filhos aos 20, trabalhar como guia turistica,...)mas nunca fui mais feliz do que sou agora. Nunca me senti tão bem comigo mesma e tenho os dois filhos que sempre desejei, um bom companheiro do meu lado e uma vida bem diferente do que poderia pensar há 5 anos atrás.
    A vida é uma aventura e ela não piora aos 40. Pode bem ser o contrário depende do rumo que dás às coisas e de se deixas espaço na tua vida para elas acontecerem.
    Beijocas e sê feliz

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  2. desculpa o testamento. Quando embalo...
    beijocas

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    1. Não tem que pedir desculpa, eu é que agradeço a partilha de experiência, me fez sentir melhor e com esperanças no futuro. A vida é mesmo uma aventura e eu vou embarcar na minha aventura para que seja bastante proveitosa a partir de agora.
      Obrigada e beijinhos.

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    2. Não tem de agradecer. Estamos cá umas para as outras.
      beijocas

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  3. Sim meninas, nada de desânimo! Já passou ;)

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