domingo, 29 de setembro de 2013

Filhos, ter ou não ter


Quando eu era criança, ser mãe no futuro era um pensamento natural. Sou menina então vou ser mãe um dia, era assim que eu pensava. Até escolhia nome para os filhos que viria a ter: Ana Carolina, Amanda, etc. E gostava muito de brincar com o a minha boneca que era um bebé e que ainda hoje a tenho.

Depois veio a adolescência e com ela os complexos e inseguranças. Nunca namorei, mas a vontade e a certeza de que seria mãe continuava muito presente. Eu tinha certeza que um dia aconteceria, eu encontraria o homem perfeito e com ele teria os nossos filhos.

Quando chegou a idade adulta isso mudou, continuava cheia de complexos e inseguranças e sem namorado à vista. Foi aí que eu comecei a "cair na real" e compreendi que o facto de ter nascido menina não faria de mim mãe com certeza. Eu via pelas minhas irmãs que são 10 anos mais velhas do que eu e das três, apenas uma teve uma filha.

Mas enfim, eu casei, o homem perfeito apareceu e foi aí que eu percebi que ter filhos não é uma questão de ter apenas um parceiro. Claro que para muita gente por esse mundo afora ter filho e a coisa mais natural do mundo, vão tendo e vão jogando na vida. Mas para mim não é bem assim. É mais complexo.

Eu precisava de alguém que me desse força e que estivesse do meu lado, aqui neste país só tenho o meu  marido que tem tantas dúvidas quanto eu. Não posso trazer uma criança para este mundo se eu passo treze horas do meu tempo fora de casa, quem iria educar esta criança? Eu? Não! Não poderia molda-la aos meus costumes.

O que é certo é que o tempo esta se esgotando para mim, e o tempo é cruel, não tem pena de ninguém. Mas eu ainda não consigo decidir, ultimamente tenho pensado muito nisto e não tenho conseguido tomar uma decisão. As vezes penso que deveria engravidar e depois ver no que vai dar, como fazem grande parte das mulheres, mas falta coragem. Eu também tenho muita vontade de adotar uma criança, dar esperança e oportunidade para uma criança que não teve sorte de nascer em uma lar equilibrado. 

De uma coisa tenho certeza, se eu continuar assim, o tempo vai me castigar com  solidão e sei que vou me arrepender de não ter tido coragem para tomar a decisão ter pelo menos um filho. Mas eu ainda não consigo decidir.

sábado, 28 de setembro de 2013

A minha infância

Nós somos uma combinação das experiências do passado com os nossos desejos para o futuro. Trazemos marcado no nosso coração todas as desilusões, mágoas, saudades e momentos felizes do passado, há quem saiba só lembrar das coisas boas e apagar as coisas más, mas estas últimas também fazem parte do que somos agora e do que queremos para o futuro.

Porque isto tudo agora? Porque estou pensando nisto agora? Porque um dia desses atrás, eu lembrei que não tive uma infância feliz como eu pensava que sim. Eu pensava que sim porque não sou pessoa de me fazer de vítima. Mas foi duro sim. Talvez se comparada com a infância de outras pessoas, não foi nada. Mas as infâncias não deveriam ser todas felizes? As crianças não deveriam ser criadas por pessoas equilibradas em lares seguros? Infelizmente nem sempre é assim.

O meu drama nem foi muito grave, mas foi meu e me marcou, e ditou o meu futuro de fracassos. Me tornei insegura, fria e feia. Agora o que fazer de mim depois de tanto tempo perdido, escondida dentro de mim mesma? Eu nunca soube o que quis e continuo sem saber, as vezes quero fazer muitas coisas e como são muitas, acabo por não fazer nenhuma e continuo de braços baixos vendo o tempo passar à espera da morte chegar.

No fundo eu espero me conseguir me encontrar e conseguir definir o que quero mesmo para a minha vida.



quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Como eu me sinto?

Me sinto mais feliz sem dúvida, depois de conseguir perder 12kg, ainda estou naquela fase de não acreditar que isto está de facto acontecendo comigo. Muitas vezes visto uma peça de roupa que gostava tanto e que agora está grande e fico a pensar: "como eu era gorda!" E ainda estou muito gorda.

Como eu consegui viver carregando 12kg a mais? Não era atoa que me sentia cansada e não conseguia fazer muitas coisas que agora faço e nem sinto: ir à pé para o trabalho, subir escadas, correr para não perder o barco, etc. E pensar que ainda posso fazer mais! É só perder os restantes 12kg que ainda continuam comigo, e se cheguei até aqui posso ir mais longe.

É possível, aconteceu comigo que já andava descrente de tudo, pode acontecer com você, bastar conseguir passar o primeiro grande muro, os outros são mais baixos.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O que fazer antes de vir a menstruação

Acontece com muita gente sentir uma vontade descontrolada em comer, incluindo doces, uns poucos dias antes de vir a menstruação. Isto acontece por causa de uma alteração hormonal que também mexe com o emocional, ficamos mais sensíveis a tudo, ficamos inchadas por causa da retenção de líquidos, com dores de cabeça, irritadas, etc...

Então vamos aqui ver o que fazer para nos prepararmos para a chegada destes dias. Três dias antes consuma três quadradinhos de chocolate preto por dia, é menos calórico e mais saudável que muitos doces e vai atuar como calmante nesta fase. Quando a menstruação chegar, essa necessidade de consumir doces vai vir com menos força.

Depois, retirar o chocolate da dieta e seguir com ela normalmente.


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Recompensa e castigo

A semana que passou correu bem, só deslizei uma vez e já acumulei 14€ na minha caixinha da recompensa e a caixinha dos castigo está vazia!

Fechei ontem a semana e com chave de ouro porque não senti ataques de ansiedade nenhuma vez. Um dia comi gelado, mas era baixo em calorias, logo não me fez tão mal.

Espero que este semana que começa corra tão bem quanto a passada e que eu consiga ir ao ginásio todos os dias.

GINÁSIO:
Segunda-feira: RPM + BODY COMBAT (19:30/20:20-20:30/21)
Terça-feira: RPM (19:45/20:15)
Quarta-feira: TRX + iCORE (19:45/20:15-20:30/21)
Quinta-feira: SH'BAM (19:30/20:20)
Sexta-feira: treino PT
Sábado: SH'BAM + BODY COMBAT (11/11:30-11:35/12:25)
(Anotado aqui no blog, fica mais fácil para o meu controle)

FOLHA DE CAIXA


sábado, 14 de setembro de 2013

Mudando de assunto... livro de cabeceira: O Caderno de Maya

Terminei de ler o último romance escrito de Isabel Allende (acho que foi o último que ela publicou) intitulado “O caderno de Maya”. Logo no lançamento deste livro, fiquei um pouco reticente e não o comprei, comecei a ler outro livro desta autora (o primeiro que lia dela) e gostei muito da narrativa dela, foi assim que meses mais tarde decidi ler “O caderno de Maya”.

A minha primeira impressão era de que seria um livro cheio das aventurinhas que os adolescentes normalmente vivem, mas não, este é barra pesada. Maya que na altura em que escreve no seu caderno tem 19 anos já viveu muito mais intensamente do que eu, por exemplo. Exilada em uma ilha no Chile o livro é uma narrativa na primeira pessoa que se passa em dois tempos: um no presente, na ilha, e outro no passado próximo, na América.

Maya é criada pelos avós paternos: uma refugiada da ditadura do Chile e um astrónomo americano negro. Após a morte do avô, Maya cai em um turbilhão de desgraças porque não consegue superar a perda e assim vê-se envolvida com drogas, bebidas, golpes, prostituição e vê-se perseguida por bandidos e o FBI, daí culmina o seu exílio no Chile onde vive novas experiências.

Eu gostei muito do livro, eu adoro narrativas na primeira pessoa e os detalhes com que a escritora escreve é fantástico, faz-nos sentir a cena, parece que estamos no local. Depois de ler este livro parece que eu já conheço a pequena ilha de Chiloé e Las Vegas, a sensação que tenho é que já estive lá. Conhecemos os pormenores da vida na rua, dos toxicodependentes e até mesmo sentimos na pele o sofrimento das pessoas que foram torturadas pela ditadura de Pinochet.

É um livro forte que toca em assuntos muito fortes como as drogas, a violência e a até a ditadura militar. Faz-nos refletir sobre a vida, sobre o quão é importante cada decisão que tomamos, sobre as escolhas erradas que fazemos que podem nos marcar para o resto da vida. Muito bom, eu recomendo.